Jayme Copstein: um grande nome da comunicação do RS e do Brasil


Por Guto Villanova – Jornalista profissional diplomado, Diretor da GV Comunicação

No dia 13 de janeiro de 2017, o jornalismo perdeu o lendário Jayme Copstein. Grande nome da comunicação do RS e que através da Rádio Gaúcha alcançou uma audiência em nível nacional.

Na década de 1980 meus pais já ouviam o então 'Gaúcha na Madrugada'. Tornei-me ouvinte do Jayme por “osmose”, uma influência dos meus pais, que não perdiam o programa.

Jayme tinha uma voz gostosa de ouvir, dominava vários assuntos e acima de tudo criou um estilo de comunicar memorável e personalíssimo.

Lembro-me do primor de alguns 'editoriais' com que ele abria o programa. Em um deles que inclusive gravei ele comentava respeito dos paparazzi no caso da morte da Lady Di. O ano: 1997.

Também tenho gravado a participação do Jayme no 'Jô Onze e Meia' no SBT. Digitalizei, pois estava numa VHS e ia se perder. Eu era um grande fã do trabalho do Jayme.

Quando ele saiu da Rádio Gaúcha o segui e o ouvia no 'Paredão', atração radiofônica que foi ao ar na Rádio Pampa AM.

No Brasil na Madrugada, ele teve aquela ideia creio que foi ele bolou o tal 'Pato' pra não deixar os ouvintes falarem de futebol no programa e também para coibir a participação dos ouvintes que queriam falar mais de uma vez por noite.

Na Faculdade de Jornalismo da PUCRS cheguei a ser colega em algumas disciplinas da neta do Jayme, a Joyce Copstein. Mas com o avô dela infelizmente não cheguei a trabalhar. Jayme era meu amigo no Facebook. Mas eu fico feliz mesmo é de ter sido ouvinte assíduo dele durante anos a fio.

Fazendo assessoria de imprensa levei alguns artistas no Brasil na Madrugada, mas Jayme já não estava no comando do programa.

Foram centenas de madrugadas ao som de Jayme Copstein estudando para o colégio e mais tarde para as faculdades (me formei em Jornalismo, mas antes fiz Administração de Empresas e Direito, essas duas não concluí).

Um patrimônio que ele construiu foi uma dezena de ouvintes fiéis que ligavam tipo "faço chuva ou faça sol" como o Osni de Paranavaí, curiosamente cidade onde este jornalista aqui nasceu, e a Noêmia que tinha uma voz peculiar.

Recordo das participações do Jamelão no programa. Quando ele vinha a Porto Alegre muitas vezes passava no programa. A Leny Andrade também. Além de ser um brilhante jornalista Jayme ainda tinha bom gosto musical.

Tempos de um rádio "classudo" conduzido por grandes vultos como era o caso do Jayme. Uma lástima sua partida. Mas fica o legado do mestre. Obrigado, Jayme.


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